Torcedores criam movimento por debate na criação da SAF do Fluminense

Torcedores criam movimento por debate na criação da SAF do Fluminense
Torcedores criam movimento por debate na criação da SAF do Fluminense -

Incomodado com a pressa demonstrada pelo presidente Mário Bittencourt para transformar o Fluminense em SAF, um grupo de tricolores lançou nesta terça-feira (25) o movimento “Futuro Flu”. A iniciativa tem como meta lutar pelo amplo debate sobre tal mudança, dando vez e voz a sócios estatutários e sócios-torcedores. A eleição nas Laranjeiras está marcada para novembro e, por já estar no segundo mandato, Bittencourt não poderá concorrer à reeleição.

O movimento é liderado por Rafael Rolim, advogado e Procurador do Estado; Sergio Poggi, arquiteto do BNDES; e José Eduardo Junqueira, doutor e professor em Direito. O “Futuro Flu”, porém, não é contrário à SAF. Mas questiona a falta de transparência com que a atual diretoria vem conduzindo a questão.

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“Nosso movimento não é contrário à modernização do clube e à chegada da SAF, mas pretende promover um amplo e democrático debate sobre essa transformação. Será a decisão mais importante da nossa longa e rica história. É indispensável a ampla e irrestrita participação de todos os sócios votantes, com a disponibilização de mais locais de votação e a possibilidade do voto a distância”, destaca Rolim.

Mário CEO da SAF do Fluminense?

Uma das maiores preocupações do grupo é acerca de possíveis interesses pessoais. Afinal, existe a possibilidade de Bittencourt vir a ser o CEO da SAF.

“Isso não pode acontecer em hipótese alguma. O Futuro Flu exigirá a garantia de um processo de transformação livre de qualquer conflito de interesses. Não vamos compactuar com a permanência de dirigentes associativos e suas práticas na nova estrutura empresarial’, alerta Junqueira.

O desempenho esportivo aliado ao pagamento das dívidas é outro tema que merece atenção do “Futuro Flu”.

“Não abriremos mão da defesa de um processo de transformação que assegure o compromisso de investimento alto em futebol, priorizando o desempenho esportivo, que profissionalize integralmente a gestão, que invista fortemente nas categorias de base, que apresente um projeto viável de quitação das dívidas e que preserve nossa sede e nossas tradições”, encerra Poggi.

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