Julgamento ocorreu após cinco anos com júri popular

Ágatha Félix morreu em 20 de setembro de 2019, baleada nas costas por um tiro de fuzil, no Morro da Fazendinha, no Complexo do Alemão, Zona Norte. A menina voltava de um passeio no shopping com a mãe e estava dentro de uma kombi quando foi atingida. O PM Rodrigo José Matos Soares alegou que atirou contra dois homens em uma motocicleta, achando que se tratavam de criminosos, mas o disparo acertou o veículo onde a criança estava. O inquérito da Polícia Civil confirmou que o projétil partiu da arma dele. 

Em dezembro de 2019, o cabo foi denunciado pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) por homicídio qualificado. O órgão fez uma investigação própria e concluiu que o cabo atirou e por isso ele se tornou réu por homicídio doloso. Ele respondia ao processo em liberdade. Apesar do caso ter acontecido há cinco anos, o processo só começou a ser julgado em 2022 e o júri popular confirmado em abril do ano passado.

Após as alegações finais da acusação e da defesa pela absolvição, os jurados se reuniram na sala secreta onde deliberaram. Na votação, eles confirmaram que o PM foi autor do tiro que matou Ágatha, mas sem intensão de matar.