Uma banca de jornal foi arrombada e teve boa parte de suas mercadorias — entre elas balas, doces, cigarros e isqueiros — furtada na madrugada de ontem, no Centro de Niterói. O local fica na Rua Luiz Leopoldo Fernandes Pinheiro, esquina com a Rua da Conceição, um ponto movimentado. É o sexto arrombamento em bancas somente neste ano.
Segundo o responsável pela banca, Ricardo Gomes, nem o alarme ou a presença de câmeras inibe a ação dos criminosos. Para ele, na maioria das vezes, os assaltos são praticados por usuários de drogas. Ricardo disse ainda que teve, nesse assalto, um prejuízo de R$ 2,5 mil, entre danos e mercadorias levadas.
"O alarme disparou no meu celular. Quando olhei, vi que a banca estava aberta. Tinha acabado de ser estourada. Imediatamente, peguei meu carro e fui até lá, moro a 20 minutos. Foram mais ou menos seis cracudos", disse.
O empresário, que é responsável por outras cinco bancas no Centro de Niterói, disse que o caso não é isolado. "Somente nessa banca, lembro de outros episódios recentes. Em um deles, puxaram a faca para minha funcionária. Foram pelo menos três roubos", afirma Ricardo, que vai procurar uma delegacia.
Números compartilhados pela Associação dos Proprietários de Bancas de Jornais de Niterói (Aproban) confirmam a situação dramática vivida no setor. No ano passado, 48 bancas da cidade na Região Metropolitana foram alvo de ações criminosas, sendo 65% desses episódios casos de arrombamento. O cenário deve se repetir neste ano, uma vez que, somente nos primeiros meses, já foram registrados seis arrombamentos e quatro assaltos.
"A madrugada virou terra de ninguém. Precisamos de rondas policiais constantes e de monitoramento eficaz pelo Cisp (Centro Integrado de Segurança Pública) para coibir os ataques. Os jornaleiros não podem continuar desprotegidos", enfatiza Renato Azeredo, representante da associação.
Em horário comercial
Segundo o Azeredo, os crimes seguem um padrão bem definido, com assaltos acontecendo durante o horário comercial. Os bandidos chegam de moto, não retiram o capacete e anunciam o assalto, sendo o alvo principal cigarros e dinheiro em espécie.
Já os arrombamentos sempre acontecem de madrugada. Em alguns casos, ele conta que os criminosos utilizam a estratégia de se deitar próximo à banca, aguardando a rua ficar deserta. A PM foi procurada pela reportagem sobre o caso de arrombamento na banca da Rua Luiz Leopoldo Fernandes Pinheiro, mas informou que não houve registro.