Baque em milícia

Taxista laranja lavou R$ 1,5 milhão em seis meses

Uma ação da Polícia Civil mirou, ontem, envolvidos na lavagem de dinheiro da milícia da comunidade do Quitungo, em Brás de Pina. As investigações da Operação Pecunia Sanguinis revelaram um esquema de movimentação financeira suspeita que ultrapassa R$ 10 milhões. O principal alvo é um PM, apontado como chefe da quadrilha. 

O Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD), por meio da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), visa desarticular uma rede criminosa que utilizava empresas de fachada para ocultar a origem e o destino dos valores ilícitos. Policiais civis cumpriram dez mandados de busca e apreensão, e a Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas dos investigados. 

As investigações apontam que a quadrilha tinha métodos sofisticados para lavar o dinheiro do crime, incluindo pequenas transferências, uso de empresas inativas e movimentação entre contas.

Entre os alvos está o policial militar Zaqueu de Jesus Pereira Bueno, apontado como líder da milícia do Quitungo e investigado por homicídios. Além dele, é suspeito um taxista que, em seis meses, movimentou R$ 1,5 milhão em suas contas, transferindo parte desses valores para o PM.