Rio - O policial civil da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), João Pedro Marquini, 38 anos, morreu baleado na noite deste domingo (30) em Barra de Guaratiba, na Zona Oeste. Testemunhas relatam que o agente teria sido vítima de uma tentativa de assalto.
Marquini, como era conhecido, estava em um veículo logo atrás da mulher, a juíza Tula Mello, do III Tribunal do Júri do Rio, que também teve o carro atingido por disparos. O automóvel da magistrada, no entanto, era blindado. Ela não ficou ferida.
Na sequência, os bandidos fugiram em direção a comunidade César Maia, em Vargem Pequena. A região vive uma disputa de território entre traficantes do Comando Vermelho (CV) e milicianos.
Logo após a morte do agente, equipes da Core estiveram no local, onde um tiroteio foi registrado. Em imagens que circulam nas redes sociais é possível ver a intensidade do confronto.
Vídeo dos tiros na favela Cesar Maia, em Vargem pequena, na chegada dos agentes da Core, após a morte de um policial civil por criminosos da comunidade. pic.twitter.com/WJvACa8rER
— PEGAVISÃO RJNEWS (@pegavisaorjnews) March 31, 2025
De acordo com a PM, equipes do 31° BPM (Recreio dos Bandeirantes) foram acionadas para uma ocorrência de homicídio. No local, os agentes encontraram o corpo da vítima de disparo de arma de fogo. De imediato, a área foi isolada e a área preservada para perícia. A dinâmica do crime ainda não foi esclarecida, porém testemunhas alertam para uma tentativa de assalto.
Em nota, a Polícia Civil lamentou a morte do agente da tropa de elite da instituição e informou que presta toda assistência à família. A investigação está em andamento na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
"Equipes da unidade e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) realizam diligências para apurar o fato, identificar e responsabilizar os envolvidos no crime", disse em comunicado.
Até o momento, não há informações sobre o enterro do policial.